BetSavior
Regulação Série: Propaganda e influenciadores

CPI das Bets: o que a investigação no Senado mostrou e por que o relatório foi rejeitado

Redação BetSavior
(retrospectiva escrita em )
2 min de leitura
Atenção: este artigo trata de fatos de 12 jun 2025, antes da Medida Provisória nº 1.394/2026. Algumas regras descritas aqui podem não valer mais. Veja o que mudou →

Retrospectiva. A CPI funcionou entre o fim de 2024 e junho de 2025.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Bets foi criada no Senado para investigar o crescimento das apostas online, a publicidade com influenciadores, a ligação com crimes como lavagem de dinheiro e os efeitos sobre o orçamento das famílias. A relatora foi a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).

O que a CPI discutiu

Durante meses, a comissão ouviu representantes de empresas, especialistas em saúde e finanças e influenciadores digitais que divulgavam apostas. Os depoimentos de influenciadores conhecidos ganharam grande repercussão e levaram o debate sobre a publicidade das bets para fora do Congresso. Os dados do Banco Central sobre o dinheiro de famílias pobres indo para as apostas também foram centrais nas discussões.

O relatório

O relatório final tinha 541 páginas. Ele pedia o indiciamento de 16 pessoas, entre elas influenciadoras digitais, e propunha 20 projetos de lei para reduzir os danos das apostas, incluindo mais poderes para a Anatel bloquear sites ilegais.

A rejeição

Em 12 de junho de 2025, o relatório foi rejeitado por 4 votos a 3. Segundo a Agência Senado, foi a primeira vez em dez anos que uma CPI do Senado teve o relatório final rejeitado. Com isso, a comissão terminou sem um relatório aprovado e sem os pedidos de indiciamento. A relatora anunciou que enviaria o documento a autoridades como o Ministério da Justiça e o Ministério da Fazenda.

Vale lembrar: um pedido de indiciamento em CPI não é condenação. Ele só sugere que as autoridades investiguem.

Por que isso ainda importa

A CPI deixou um registro público de como as apostas se espalharam pelo país, e muitas das propostas voltaram depois em outros projetos e normas. Para acompanhar o que mudou nas regras desde então, veja a linha do tempo.

Leia também