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Regulação Série: Bets e programas sociais

Quando o STF proibiu o uso de Bolsa Família e BPC em apostas

Redação BetSavior
(retrospectiva escrita em )
1 min de leitura
Atenção: este artigo trata de fatos de 14 nov 2024, antes da Medida Provisória nº 1.394/2026. Algumas regras descritas aqui podem não valer mais. Veja o que mudou →

Retrospectiva. Os fatos abaixo aconteceram em novembro de 2024.

Depois que o Banco Central mostrou que milhões de pessoas de famílias do Bolsa Família estavam enviando dinheiro para as bets, o assunto chegou ao Supremo Tribunal Federal. A ação foi apresentada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), que questionava a lei das apostas.

O que o STF decidiu

Depois de uma audiência pública com especialistas em economia e saúde mental, o ministro Luiz Fux concedeu uma decisão provisória (liminar) que mandou o governo:

  • adotar medidas imediatas para impedir que dinheiro de programas sociais, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), fosse usado em apostas;
  • suspender, em todo o país, a publicidade de apostas dirigida a crianças e adolescentes.

Em 14 de novembro de 2024, o plenário do STF confirmou a decisão por unanimidade, com o voto dos 10 ministros que participaram do julgamento virtual.

Na prática, funcionou?

Não foi simples. O dinheiro do benefício cai na mesma conta que o resto do dinheiro da família, e o governo chegou a informar ao STF a dificuldade de separar um do outro na hora do pagamento à bet. A decisão teve um peso simbólico grande: reconheceu que as apostas atingiam com força quem tem menos.

O que fica de lição

Leis e decisões ajudam, mas não substituem a proteção dentro de casa. Se alguém da sua família recebe benefício e está apostando, veja o guia Dinheiro: proteger a família e o texto Como conversar. Para bloquear o acesso, veja a página de autoexclusão.

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