Operação Integration: quando a polícia chegou às bets e aos influenciadores
Retrospectiva. Os fatos abaixo aconteceram em setembro de 2024.
Em 4 de setembro de 2024, a Polícia Civil de Pernambuco deflagrou a Operação Integration, que investigava uma suposta organização criminosa suspeita de usar plataformas de apostas e o jogo do bicho para lavar dinheiro.
O que a operação fez
- Cumpriu 19 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão.
- Apreendeu carros de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações.
- Pediu o bloqueio de cerca de R$ 2,1 bilhões em bens.
Entre as pessoas presas estava a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, que tinha milhões de seguidores. Depois, ela passou para a prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Segundo a investigação, as plataformas investigadas contratavam influenciadores para divulgar jogos.
Importante: ser investigado ou preso preventivamente não é o mesmo que ser condenado. As pessoas citadas têm direito à defesa, e o caso seguiu na Justiça.
Por que o caso marcou o debate
A operação ocorreu no mesmo mês em que o Banco Central divulgou o estudo sobre o Bolsa Família e as bets, e em meio às discussões sobre o início do mercado regulado. Ela trouxe para o noticiário uma pergunta que muitos apostadores nunca tinham feito: quem está do outro lado da aposta? O tema dos influenciadores voltou depois na CPI das Bets, no Senado.
O alerta para quem aposta
- Influenciador não é consultor financeiro. Quem divulga apostas geralmente é pago por isso e, em alguns casos, ganha com as perdas dos seguidores.
- "Banca" mostrando ganhos não prova nada. Contas de demonstração e prints editados são comuns.
- Site sem registro é risco em dobro: além de perder na aposta, você pode nunca conseguir sacar.
Veja como reconhecer golpes e sites ilegais e o que fazer se já caiu em um.