Jogos de aposta chegam aos jovens por influenciadores, grupos de amigos e jogos no celular. Apostar é proibido para menores de 18 anos, mas o acesso ainda acontece.
Como as apostas chegam aos jovens
Influenciadores mostrando "ganhos" em jogos como o "tigrinho" (muitas vezes com contas de demonstração).
Grupos de WhatsApp ou Telegram vendendo "sinais" e "robôs".
Jogos com caixas de recompensa, roletas e moedas virtuais compradas com dinheiro real.
Contas e cartões de adultos usados sem permissão.
Sinais de alerta em jovens
Dinheiro que some, pedidos de PIX, venda de objetos, compras não explicadas no seu cartão.
Linguagem de apostas ("odd", "green", "red", "alavancar banca").
Queda nas notas, isolamento, irritação quando o celular é limitado.
Euforia ou desânimo ligados a resultados de jogos.
Como conversar com um jovem
Pergunte com curiosidade, sem interrogatório: "Vi que muita gente fala de tigrinho. Seus amigos jogam?"
Explique a matemática: a casa sempre ganha no longo prazo. A Trilha de Sabedoria ajuda a mostrar isso.
Mostre que influenciadores são pagos para divulgar e raramente mostram as perdas.
Deixe claro que ele pode contar com você mesmo se tiver perdido dinheiro ou feito dívidas.
Medidas de proteção
Controle parental: Google Family Link (Android) ou Tempo de Uso (iPhone), com bloqueio de sites e de compras.
Não deixe cartões salvos em aparelhos que o jovem usa.
Notificações do banco ligadas para toda compra.
Se o problema já é grande, procure o CAPS (há CAPS infantojuvenil em muitas cidades) ou a escola.