O SUS e o vício em apostas: atendimentos cresceram e o tratamento chegou ao celular
Durante muito tempo, quem tinha problema com apostas não sabia nem a quem pedir ajuda. Nos últimos dois anos, isso começou a mudar.
Os atendimentos cresceram
Segundo o Ministério da Saúde, entre janeiro de 2018 e maio de 2025 o SUS registrou 10.553 atendimentos ligados a jogo patológico, um aumento de 104% no período. Desses, 6.237 foram na atenção primária (postos e unidades básicas de saúde) e 4.316 em serviços especializados, como os CAPS.
Especialistas lembram que esse número é só a ponta: muita gente sofre calada, por vergonha ou por não saber que existe tratamento.
Um guia nacional
Em janeiro de 2026, o Ministério da Saúde lançou o Guia de cuidado para pessoas com problemas relacionados a jogos de apostas, que orienta as equipes do SUS a acolher, acompanhar e tratar quem é afetado pelas apostas e também suas famílias.
Teleatendimento gratuito
Em março de 2026, o SUS começou a oferecer teleatendimento em saúde mental para pessoas com problemas com jogos e apostas, em parceria com o Hospital Sírio-Libanês. O serviço atende maiores de 18 anos, seus familiares e a rede de apoio, e é acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital, com login gov.br. Começou com capacidade para 600 atendimentos por mês e, diante da procura, o governo anunciou a ampliação.
Como pedir ajuda pelo SUS
- Pela unidade básica de saúde perto de casa: conte que o problema é com apostas.
- Pelo CAPS da sua cidade. Em muitos lugares, dá para chegar sem encaminhamento.
- Pelo Meu SUS Digital, no teleatendimento.
- Em crise, ligue 188 (CVV) ou 192 (SAMU).
Encontre esses caminhos reunidos na página Linha de ajuda. E, se você quer entender se o seu caso é de risco, comece pelo teste de dependência.