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Histórias Série: Saúde e tratamento

Do carro ao chão de um alojamento: a história de Kaio, contada pela Agência Brasil

Redação BetSavior
2 min de leitura

Esta é uma história real, publicada pela Agência Brasil em agosto de 2026, em reportagem de Luiz Claudio Ferreira. Aqui resumimos o relato e comentamos o que ele ensina. O nome é o usado na reportagem.

A noite em que tudo foi embora

Kaio tem 42 anos e mora no interior de Goiás. Ele conheceu as apostas nos intervalos do trabalho como motorista da prefeitura. O hábito cresceu depois que o pai morreu de câncer e ele passou a ter sintomas de depressão.

Numa madrugada de julho, o celular começou a mostrar notificações de apostas. Ele perdeu R$ 1 mil, depois R$ 2 mil e, em poucos minutos, R$ 5 mil. Era dinheiro que um amigo tinha emprestado para ele pagar agiotas, credores de dívidas de apostas anteriores.

Com o tempo, Kaio perdeu o carro, a casa e o emprego. Segundo a reportagem, hoje ele mora sozinho em um alojamento e dorme no chão.

O pedido de ajuda

Kaio procurou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), serviço gratuito do SUS. Lá, participa de grupos terapêuticos e de consultas médicas e faz tratamento com medicação.

O que essa história ensina

  • Perder a noção do tempo é um dos sinais do transtorno do jogo. Uma madrugada, um celular e uma sequência de "só mais uma" podem levar meses de dinheiro.
  • Luto e depressão aumentam o risco. A aposta muitas vezes começa como fuga de uma dor. Tratar a dor faz parte de tratar o jogo.
  • Dívida com agiota é perigo real. Ela costuma vir com ameaças e juros impossíveis. Nunca pague uma dívida de aposta com outro empréstimo para apostar.
  • Sempre dá para pedir ajuda, mesmo depois de perder muito. O tratamento no CAPS é gratuito e não exige encaminhamento em muitas cidades.

Se você se reconheceu

  • Faça agora o seu plano de segurança, para saber o que fazer na próxima vez que a vontade vier de madrugada.
  • Desative as notificações dos apps e bloqueie os sites pela autoexclusão.
  • Encontre um CAPS e outras redes de apoio na página Linha de ajuda.
  • Se a situação envolve agiotas ou ameaças, veja Violência ou risco.

Se você está pensando em desistir, ligue 188 (CVV, 24 horas, gratuito) ou procure uma emergência.

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