Quase 11 milhões de brasileiros apostam de forma arriscada, mostra Unifesp
Retrospectiva. Os dados foram apresentados em abril de 2025.
Em abril de 2025, pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) apresentaram os primeiros dados nacionais sobre apostas do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito para o Ministério da Justiça. A pesquisa ouviu cerca de 16 mil pessoas com 14 anos ou mais.
O que a pesquisa encontrou
- 10,9 milhões de pessoas no Brasil apostam de forma arriscada, ou seja, de um jeito que já ameaça a saúde ou as finanças.
- Dessas, cerca de 1,4 milhão já têm transtorno do jogo, com prejuízos pessoais, sociais ou financeiros.
- Entre os adolescentes de 14 a 17 anos, a proporção de quem aposta é menor (cerca de 10,5%), mas mais da metade dos que apostam (55,2%) já mostra sinais de jogo de risco ou problemático.
Como se mede o "risco"
Os pesquisadores usaram uma escala internacional, o PGSI (Índice de Gravidade do Jogo Problemático). Ela pergunta, por exemplo, se a pessoa apostou mais do que podia perder, se precisou apostar valores maiores para sentir a mesma emoção, se voltou para "recuperar" o que perdeu e se as apostas causaram problemas de dinheiro.
Por que os adolescentes preocupam
O cérebro adolescente ainda está amadurecendo a capacidade de frear impulsos. Quando a aposta chega pelo celular, com cores, recompensas rápidas e influenciadores, o risco de o hábito virar dependência é maior. Por isso a idade mínima para apostar é 18 anos, e por isso vale atenção redobrada em casa: veja o guia Jovens e adolescentes.
E você?
Se algumas daquelas perguntas fizeram sentido para você, faça o nosso teste de dependência. Ele é anônimo e o resultado fica só no seu aparelho. Transtorno do jogo é uma condição de saúde, tem tratamento e é atendido pelo SUS, nos CAPS. Se precisar conversar agora, ligue 188.